Muito populares no mercado, as plataformas digitais de aprendizagem contribuíram para a criação e a expansão de cursos a distância em todo o mundo, em especial no Brasil. A flexibilidade de horários, a possibilidade de revisitação de conteúdos, a reunião de recursos multimídia interativos e o diálogo direto com colegas e professores são algumas das características que colocam tais recursos computacionais como importantes ferramentas no processo de ensino e aprendizagem. Hoje, as ferramentas da chamada educação a distância são vistas com bons olhos até mesmo pelo modelo presencial de ensino, pois são capazes de agregar valor ao processo de formação dos alunos.

Se por um lado sobram recursos multimídia para alavancar projetos educacionais, percebe-se ao mesmo tempo que muitas instituições insistem em fazer um transporte direto do modelo presencial de ensino para as plataformas conectadas inserindo seus programas educacionais concebidos no antigo formato para alguma ferramenta computacional em nuvem, tal iniciativa nem sempre gera os resultados pretendidos, e a razão está em um número grande de fatores.

A super conectividade vivenciada nos dias atuais começou a se configurar nas últimas duas décadas, por óbvio, estes novos formatos de relacionamentos representam um novo perfil social, e é claro que os alunos de hoje são drasticamente diferentes dos alunos de 5, 10 ou 20 anos atrás, e é aí que está o ponto a ser melhor estudado. As equipes empregadas na formatação de programas de educação a distância devem estudar e compreender profundamente essas mudanças comportamentais, indo além, é necessário conhecer minuciosamente as características do público que pretende-se captar para cada curso. As competências, recursos computacionais, processos, linguagem e outros fatores precisam estar alinhados, construindo modelos que se façam atraentes ao público pretendido, ao contrário, sofre-se com baixa taxa de conversão, elevada evasão e uma entrega de resultados que invariavelmente não satisfará as expectativas institucionais, e nem dos alunos.

Em outro viés dessa problemática é necessário um olhar atento à formação dos professores,  pois este profissional não é substituído pelos recursos presentes, e desta forma, continua em suas mãos uma grande parcela da responsabilidade de entregar os resultados da formação ofertada, para tanto, faz-se imperativo que este ele esteja inteiramente no comando do processo de execução do plano de ensino, não é a ferramenta computacional, continua sendo o professor.

As ferramentas computacionais disponíveis têm notadamente um potencial imenso de promover a inovação educacional, no entanto, devem ser utilizadas em conjunto com outros recursos que também se fazem fundamentais. Em resumo, não dá para realizar a migração apenas de ambiente,  pois o aluno não é mais o mesmo de outrora, nem tampouco o programa educacional pode sê-lo.

Bismak Rodrigues
Entre em contato: bismak@lifesistemas.com.br

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